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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Santana

Embora pouca gente saiba, em certa época a VW deu a grande parte de seus modelos nomes de ventos – isso mesmo, ventos. Bora, Passat, Scirocco e até mesmo Vento (outro nome do Golf) estão entre as denominações que identificam esse fenômeno da natureza. E Santana está entre eles: trata-se de um vento forte, que sopra no sudoeste do estado americano da Califórnia.
Fruto de um projeto que, no Brasil, consumiu US$ 50 milhões e levou sete anos para ser concluído, o Santana – ou projeto BEA112 – foi lançado na Europa em 1981 e apareceu aqui em 1984, como modelo 1985. Por lá as coisas não foram nada boas para ele, pois tinha porta-malas alto, raso e de difícil acesso. Tanto que apenas dois anos após seu lançamento naquele mercado tornou-se Passat Sedan e perdeu o nome Santana.

No Brasil sua história foi mais feliz. Disponível nas versões básica CS, intermediária CG e top CD, com duas e quatro portas, colocou a VW definitivamente no segmento dos modelos de alto luxo. Depois de passar anos calcando sua imagem em carros populares, foi um processo difícil. E o Santana vinha com vários atributos para acelerar essa transição. Em primeiro lugar, sua construção empregava uma máquina que realizava 100 pontos de solda simultaneamente, o Jumbo, que também seria empregada na linha Gol AB9 (o "bolinha").
A versão top CD trazia itens de série até então inéditos para um VW, como vidros, espelhos e travas elétricas, direção hidráulica, lavador de faróis etc. Rodas de liga-leve, encostos de cabeça traseiros e sistema de som estavam entre outros equipamentos de série. Em todos eles a motorização era a mesma, com 1,8 litro de cilindrada.
Em 1987 foi promovido o primeiro face-lift do modelo, com adoção de novos pára-choques, mais envolventes, novos faróis para a versão top, além da nomenclatura das versões: o básico agora era o CL; o intermediário era o GL e o mais luxuoso agora era o GLS. Em 1988 foi apresentado o Santana 2000, referência ao motor de 2 litros. Com ele um novo teto solar passou a ser oferecido como opcional para as versões GL e GLS.
Em 1990 é a vez da interessante versão Sport, nas cores preta, branca e vermelha, e que trazia rodas esportivas, faixas laterais e bancos esportivos Recaro de série.
Ainda nesse ano a VW apresentou a versão Executive, que contava com interior em Alcântara (uma espécie de camurça) ou couro, rodas BBS etc. O câmbio automático era item opcional.
Em 1991 o Santana passou por uma reestilização, já como modelo 1992 e que abrangia inicialmente a versão de duas portas.
A versão de quatro portas viria somente em 1992, juntamente com a Quantum. A principal novidade era a oferta do sistema de freios antitravamento (ABS) como opcional. O Santana seria o primeiro carro produzido no Brasil a dispor desse recurso. A estrutura básica foi mantida, mas tanto a parte dianteira como traseira foram extensamente modificadas.
Até mesmo o teto foi redesenhado, ficando mais alto e arredondado. Na parte interna, o velho painel quadrado deu lugar a outro com desenho bem mais moderno, sem falar em bancos e forrações.
Em 1996 as versões Evidence e Exclusiv foram apresentadas ao público.
Em 1999 o Santana perdeu uma de suas marcas registradas e que o colocava no rol dos veículos com linhas atualizadas, mas fruto de um projeto antiquado: os quebra-ventos.
Eles se foram ao mesmo tempo em que o veículo foi ligeiramente redesenhado na dianteira e traseira.
Em 2001 a Quantum deixou de ser produzida.
Em 2006, já próximo do fim, o Santana perdeu os motores de 1,8 litro a álcool e 2 litros a gasolina. E com 548.494 unidades produzidas, ele deixou as linhas de produção em abril daquele ano.


Comprando um Santana usado


O Santana é um carro robusto, com manutenção barata e que roda longas quilometragens sem grandes problemas. Tanto que foi um dos preferidos dos taxistas, pois além de tudo isso anda bem e consome relativamente pouco. Não é raro ver carros desses com mais de meio milhão de quilômetros no hodômetro e com o motor original, sem jamais ter sido aberto.
Entretanto, os defeitos desse carro são sempre os mesmos. O motor AP é resistente, mas fique atento à queima de óleo excessiva, que geralmente significa problemas nos retentores de válvulas. Mas pode significar também anéis desgastados. No mais a mecânica é confiável e barata para reparos.
Estruturalmente é que o Santana merece maiores cuidados. Trincas na parte inferior da parede de fogo, conhecida como curvão, base das colunas dianteiras, parte superior das torres de suspensão dianteiras e base do pára-brisas são encontradas em várias unidades. Carros que foram submetidos a uso mais severo naturalmente tendem a apresentar mais problemas nesse sentido.
Dessa forma, cuidado com carros com placas iniciadas pelas letras A, M e G, que indicam que podem ter pertencido a frotas de locadoras de veículos. Isso por si só não quer dizer que o carro seja ruim, mas a possibilidade de quilometragens mais altas e carros mais judiados é inegavelmente maior. Cuidado ainda com carros na cor branca e com placa com X, Y ou Z entre as três primeiras letras, pois podem ter sido táxis.
Verifique ainda a entrada de água no porta-malas, comum no Santana, e que pode ser checada por meio da observação do carpete molhado ou mofado, além da presença de ferrugem no assoalho. A forração de teto também costuma se soltar, principalmente nos carros produzidos até 1991. A forração dos bancos de tecido, que se enruga com o uso, além do painel de instrumentos frágil, também está presente entre as fontes de problemas do Santana.
Santana Hatch?

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Um comentário:

  1. eu tenho interesse em baixar o manual do santana 96/96 1.8, vcs tem?

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