sábado, 7 de janeiro de 2012

Monza 83 a 90

O Monza foi o resultado do projeto de carro mundial preparado pela GM, que teve início em meados da década de 70 na Europa e Estados Unidos. Era o chamado Carro J, que teve várias versões ao redor do mundo, como os Pontiac Sunbird, nos Estados Unidos, Opel Ascona na Europa e Monza, por aqui. Usando a mesma plataforma básica, havia diferenças estilísticas, de acabamento e motorização para cada mercado ao qual se destinava. No Brasil foi lançado em maio de 1982, na versão hatch de duas portas e motor 1.6 a gasolina de 73 cv. Na Europa havia outras versões, como hatch de quatro portas, sedan e até mesmo wagon, que nunca foi feita por aqui.
As versões inicialmente eram a básica e a SL/E, sendo que os destaques ficavam pela modernidade das linhas, da motorização, transversal – que apresentava cabeçote de alumínio, comando no cabeçote com distribuidor na ponta do comando, entre outras novidades para a época. 
Além disso, contava com amplo porta-malas, que ficava ainda maior com o banco traseiro rebatido. Eram muitos os opcionais, mesmo para a versão mais cara, entre ar condicionado, vidros verdes, rodas de liga-leve etc. 
Logo no ano seguinte surge a versão sedan de quatro portas e motor 1.8 a gasolina, de 86 cv, que logo em seguida se estenderia para o hatch.
 Em 1984 a GM lança o que seria um furor na época, o Monza duas portas com três volumes, que fez sucesso pela performance do motor 1.8 a álcool e pela boa penetração que a carroceria de duas portas e porta-malas "separado" apresentava na época. 
O carro era basicamente voltado para o mercado de carros mais luxuosos, mas deixava para trás, em termos de desempenho, carros esportivos como o Escort XR-3, da Ford, andando junto com Gol GT, Opala seis cilindros etc. Era realmente um bom carro. Ainda em 1984 surge o câmbio automático opcional.
Em 1985 a GM arma uma surpresa desagradável para o consumidor, dentro da condenável prática de lançar modelos renovados no mesmo ano-modelo. Ou seja, a empresa lança uma primeira "fornada" de veículos do ano-modelo seguinte, para depois criar uma fase II desse mesmo ano-modelo, desvalorizando sobremaneira os primeiros carros produzidos. 
Assim houve, nessa fase II, spoiler dianteiro modificado, calotas, bancos, painel de instrumentos e forrações redesenhados, entre outros detalhes. 
Em fins de 1985, mais especificamente em setembro, a GM lança o esportivo S/R, com carroceria hatch, carburador de corpo duplo, bancos Recaro, rodas esportivas de aro 14, painel com fundo vermelho etc.
 Em 1986 surge a versão top Classic, com vários detalhes diferenciados, como forrações mais nobres, opção de câmbio automático e pintura em dois tons, rodas de liga-leve, ar condicionado e direção hidráulica de série, entre muitos outros itens. 
Em 1987 chega o motor 2.0, que passa a equipar o Classic e o S/R. No fim deste mesmo ano o Monza passaria pela sua segunda cirurgia plástica...

Comprando um Monza usado

A compra de uma Monza dessa fase depende muito mais do estado do veículo, propriamente dito, do que de defeitos inerentes ao produto e que poderiam estar presentes na hora da aquisição. Na verdade além dos cuidados que se deve ter com esses problemas intrínsecos, há o caso da idade avançada do veículo. 
Entre os defeitos que poderiam estar presentes estão folga na caixa de direção e na cruzeta de ligação da coluna de direção com a barra de direção, nos modelos com regulagem de altura do volante, queima de óleo devido a problemas em retentores de válvulas, suspensão traseira arriada, escape vazando, problemas de trambulador e nos conjuntos elétricos do veículo. Com a idade, naturalmente a corrosão e o desgaste passam a fazer parte desse pacote. 
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MONZA 83 a 90

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Fusca





Para alguns um projeto arcaico, para outros um projeto eterno, feito pra durar; o Fusca, feito a principio à pedido de Hitler a Ferdinand Porsche, o velho "beetle" foi nomeado Volkswagen, que como todos sabem, provem do idioma alemão e seu significado é "Carro do Povo".
Depois foi nomeado "Volkswagen Sedan", e partindo de um apelido nascido no Brasil, acabou sendo nomeado oficialmente aqui no Brasil como "FUSCA".
Como bons fuscamaníacos, tentaremos relatar um pouco da história do FUSCA, embora não ter vivido brilhante época, época que fez do Fusca um candidato ao carro do século.
Inicio da década de 30. Ferdinand Porsche desenvolveu um projeto na sua própria garagem, em Stuttgard, Alemanha.
O primeiro projeto do Fusca, era equipado com um motor dois cilindros, refrigerado a ar, que tinha um rendimento absurdamente péssimo.
Criaram o motor quatro cilindros, opostos dois a dois , chamado de Boxter,também refrigerado a ar, com suspensão independente dianteira, que funcionavam através de barras de torção.
Foi um projeto ousadamente revolucionário, pois até então os carros da época eram feitos com motores refrigerados a água e suspensão que em sua maioria usavam feixe de molas (tipo suspensão de caminhões) ou molas helicoidais.
Lançado oficialmente em 1.935, pelo então projetista Ferdinand Porsche, o Volkswagen podia ser comprado por quase todos, ao preço de 990 marcos, e era equipado com motor refrigerado a ar, sistema elétrico de seis volts, câmbio seco de quatro marchas, que até então só se fabricavam carros com caixa de câmbio inferiores a 3 marchas.
Daí, as evoluções foram constantes.
Sistema de freios a tambor, caixa de direção tipo "rosca sem fim", evoluções estéticas como quebra vento, lado abertura da porta (no início a porta abria do lado oposto), saída única de escapamento, estribo, entre outras.
Em 1936, já reformulado, com bastante semelhanças com o Fusca de hoje, o Volkswagen era equipado com duas pequenas janelas traseiras, em 1.937 existiam 30 outros modelos sendo testados na Alemanha. E a partir de 1.938, iniciou-se a construção, em Hanover de uma fábrica a qual o Volkswagen seria construído na forma de fabricação em série. 
Em 1.939, devido ao início da segunda guerra mundial, o Volkswagen acabou virando veículo militar. Derivados do fusca, como jipes e até um modelo anfíbio (Shwinwagen, atualmente existem 3 no mundo, e um no Brasil). A mecânica também haveria mudado. Virabrequim, pistões, válvulas , o motor de 995 cc.e 19cv passou a ser de 1.131 cc. e 26 cv. Mais de 70 mil unidades militares foram produzidas.Término da segunda guerra mundial, a fábrica que estava sendo construída em Hanover, estava quase que inteiramente destruída.
Seus projetistas, ninguém sabia por onde andavam, e de suas versões militares ninguém mais precisara, por pouco não foi o fim do Volkswagen.Até um major inglês redescobrir o Volkswagen. Ivan Hirst, resolveu "adotar" o velho Volkswagen, entre os escombros da antiga fábrica, a versão original do VW passou a ser reaproveitada.Retomada sua fabricação, o Volkswagen passou a ser utilizado em serviços de primeira necessidade, escassos naquela época, como correio, atendimento médico, etc.

Em 1.946, portanto um ano depois, já existia 10 mil volkswagens sedans em circulação.Em 1.948 existiam 25 mil, sendo 4.400 para exportação. Em 1.949 o Fusca já teria seu próprio mercado nos EUA. 

Independente de seu projeto mecânico, a aparência do Fusca haveria mudado bastante.Em 1.951, havia duas janelas repartidas na parte traseira, embora continuar sem os "quebra-ventos". Mas em 1.953, o fusca surgia com "quebra-ventos" nas janelas laterais, e a partir da segunda série deste ano a janela traseira se resumia a uma única, em formato oval. Neste mesmo ano o fusca começou a ser montado no Brasil.Em 1.959 o Fusca começou a ser fabricado no Brasil.
Em 1.961 no segundo semestre, o sistema de sinaleiros (pisca-pisca) deixa de ser uma barra na coluna lateral central (também chamada de bananinha) para as lanternas traseiras, juntamente com as luzes de freio.
 E assim as mudanças foram surgindo. O câmbio deixa de "seco" para ter as quatro marchas sincronizadas, o mesmo que existe até hoje. Em 1.967 o Fusca passa por uma importante mudança: ele ganha motor 1.300 cc ao invés do 1.200 cc que o equipava até então.
Os aros das rodas também receberam furos para melhor ventilação do sistema de freios. Já em 1968 foi provado que o sistema de 6 volts que o equipava não se mostrava eficiente, aí o Fusca ganhara um novo sistema elétrico 12 volts. E a caixa de direção passa a ser lubrificada com graxa.
Em 1.970 o Fusca sofreu uma grande transformação. Continuando com a versão 1.300 cc, surgiram a versão 1.500 cc (2º. semestre) essa com 52 cv (SAE) de potência.
Carinhosamente apelidado de "Fuscão". Para essa versão, o fusca também recebeu uma barra compensadora no eixo traseiro, para finalidade de maior estabilidade. Esteticamente o capô do motor ganhou aberturas para maior ventilação, novas lanternas, cintos de segurança. Como opcional o fusca tinha freios a disco na dianteira.
Mais mudanças vieram em 1.973. O novo sistema de carburação com carburadores recalibrados para menor consumo, e novo distribuidor vácuo-centrífugo deram mais ênfase ao carro que sem dúvida era um sucesso total.
Nunca vendeu tanto fusca no Brasil como no ano de 1.974.
O fusca teve uma produção de 239.393 unidades somente em 1974. Comparado a produção de 1969 que era de 126.319, foi um impressionante salto nas vendas. Tudo provava o absoluto sucesso do Fusca. E também nessa época que surgiu o Fusca com motorização 1.600-S que rendia 65 cv(SAE)com dupla carburação.
As mudanças mecânicas para esse ano eram o eixo dianteiro com bitola mais larga e a mudança estética foi o maior pára-brisa para as versões 1.300 e 1.500.
Em 1.975, a linha VW foi ampliada com a chegada do novo motor 1.300, versão 1.300-L e o modelo 1.600 passou a ter a alavanca de câmbio mais curta e filtro de ar do carburador de papel. Outras alterações também vieram, como painel e outras (estéticas).
Em 1.978 o bocal do tanque de combustível passou a ser do lado externo do carro, e não dentro do porta-malas como mostrava-se até então.
Em 1.979 (2º. semestre) as lanternas traseiras ganharam nova forma, e pelo seu grande tamanho, esta versão do fusca, a partir desse ano foi apelidado de "Fuscão Fafá". Após quatro anos sem mudanças, em 1983 o "Super-Fuscão" desaparece. Adotaram o nome oficial de "FUSCA". Com algumas poucas inovações como caixa de câmbio "Life-Time"(dispensa troca periódica de lubrificante), ignição eletrônica nos modelos a álcool, bomba de combustível com proteção anti-corrosiva, válvulas termopneumáticas nas entradas dos filtros de ar (com a função de controlar a temperatura do ar aspirado para finalidade de melhorar a queima da mistura).
Mais no ano seguinte, portanto em 1.984, muda tudo. A versão 1.300 do Fusca desaparece. Surge aí um novo 1.600. Com pistões, cilindros e cabeçotes redesenhados, além de novas câmaras de combustão, o novo motor rendia 46 cv a 4.000 RPM e torque máximo de 10,1 kgf/m a 2.000 RPM. Agora a medição foi feita no método DIN e não mais no SAE. Equipavam a versão também novos freios a disco na dianteira e barra estabilizadora traseira redesenhada para uma melhor performance aerodinâmica.
Mais foi no ano de 1.986 que (temporariamente) acaba-se a carreira do Fusca. Embora o México não parar de produzi-lo, no Brasil sua linha de montagem chegara ao fim. Até que em 1.993 por pedido do então presidente do Brasil, Itamar Franco, o Fusca volta novo de novo, como nesses seus 60 anos muito bem vividos.
Na segunda fase de 1.993, sem mudanças na carroceria nem no motor o fusca ganhou pára-choques na cor do veículo, canalizador com uma única saída de escape no pára-lamas esquerdo, estofamentos novos, volante novo e muitos outros detalhes de acabamento, inclusive detalhes opcionais.
Quando todos não acreditavam no sucesso do relançamento do Fusca, as vendas foram mais que animadoras. Chegou a produzir mais de 40 mil novos Fuscas. Até sua oficial parada de fabricação anunciada em Julho de 1.996 o fusca deixou mais fãs por seu rastro.
Para comemoração da sua última série de fabricação, foram fabricados os últimos 1.500 Fuscas carinhosamente dados numa versão "FUSCA SÉRIE OURO", onde os últimos 1.500 proprietários de fuscas "novos" tem seus nomes guardados em um "Livro de ouro da VW." Um Fusca Série Ouro é facilmente identificado, neste seu último modelo a VW super-equipou esteticamente a versão.
Com estofamentos do Pointer GTI, desembaçador traseiro, faróis de milha, painel com fundo branco, vidros verdes (75% transp.) esta foi a série de gala do querido carrinho. Mais uma vez nosso querido fusquinha cumpre seu papel, um sucesso de vendas e de mercado. Embora no México ainda foi fabricado até 30 de junho de 2.003.
Outra novidade foi o sucesso de seu relançamento oficial, montado em chassis do VW Golf e com seu novo nome já definido, o BEETLE volta as ruas, mostrando sua nova cara e dando continuidade a essa inigualável carreira que o "querido carrinho" fez por merecer.

Na hora de comprar um Fusca
O Fusca tem alguns pontos que devem ser observados independentemente de seu ano, como a folga na polia traseira, vazamentos no motor junto aos cabeçotes, vazamento de compressão do motor pelos cabeçotes, estado da junção da carroceria com o chassi na dianteira, a qual conta com o apoio de uma peça denominada "chapéu de Napoleão" (devido ao formato) e que frequentemente apodrece, estado da parte dianteira sob o estepe, estado da carroceria sob o tanque de combustível, estado das colunas das portas junto ao assoalho, folga na caixa de direção (direção muito dura indica que a caixa está apertada demais, ou "estrangulada", o que faz com que não volte sozinha à posição central após curvas), apenas para citar os principais.
Hoje o Fusca é cada vez mais tratado como relíquia e a tendência é que modelos originais valham cada vez mais.
De qualquer forma, um Speed com carroceria antiga e motorização moderna também tem seu público certo.



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segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Passat

 No fim dos anos 60, a VW adquiriu a NSU (Neckarsulm Strickmaschinen Union), fábrica também alemã. Com a compra desta montadora, a VW assumiu um projeto que a NSU possuía para substituir seu moderno modelo Ro 80, criando o K70, sedã de tração e motor dianteiro refrigerado à água, algo ainda inédito para a VW. Porém, o modelo não obteve um bom número de vendas e a VW precisava de um novo sedã médio.
Volkswagen K70
A Audi, já incorporada ao grupo VW, produzia um carro médio, 3 volumes, de linhas mais harmoniosas que K70. Este era o Audi 80. A VW, então, entregou a Giorgio Giugiaro, um dos mais conhecidos designers de automóveis do mundo, a missão de modificar o desenho do Audi 80 para que a própria VW produzisse um modelo feito sob a mesma plataforma. Giugiaro modificou a parte traseira da carroceria, criando um fastback . E assim surgiu o Passat. O nome, assim como Bora, Scirocco e Santana, é de um vento que sopra na Europa, dando idéia de velocidade.
Em 1973 o Passat chegava ao mercado alemão, iniciando sua história de sucesso.
Em junho de 1974, apenas um ano após o lançamento na Alemanha, o Passat chegava ao Brasil. Inicialmente foi oferecido apenas com duas portas, nas versões básica, L (Luxo) e LS (Luxo Super). Refrigerado a água, tração dianteira, estrutura monobloco (que até então só existia na Kombi), o Passat ia de encontro a todas as características básicas dos VW brasileiros até então. O circuito de freios, por exemplo, atuava em sistema duplo diagonal. Caso um dos sistemas falhasse, uma roda de cada eixo (em lados opostos) ainda se manteria funcionando, evitando a perda dos freios do mesmo eixo. O motor 1.5, única opção, proporcionava 65 cv de potência.

No fim de 1974, a versão 4 portas foi lançada (já como modelo 75), ampliando o leque de opções ao comprador. Porém, a aversão do consumidor brasileiro aos carros de 4 portas não fez dessa versão de carroceria um sucesso de vendas, sendo hoje um modelo raro de ser encontrado. Neste ano, o Passat conquistou o seu primeiro título de "Carro do Ano", pela revista Auto Esporte.
 O ano de 1976 foi um marco na história do Passat. Neste ano, ocorreu o lançamento da versão TS (Touring Sport). A versão esportiva do Passat tinha motor 1.6, de 80 cv, carburador Solex duplo alemão e frente de quatro faróis redondos. Uma faixa preta cruzava a lateral do TS, um pouco abaixo das maçanetas, e dava o toque esportivo de acordo com os padrões da época. No interior, detalhes como o volante esportivo e o console com voltímetro, relógio de horas e manômetro de óleo. No painel, onde nas versões mais simples existia o relógio de horas, havia o conta-giros. Foi um sucesso, sendo o sonho de consumo dos jovens da época. Se tornou o esportivo da VW, apressando o fim do saudoso SP-2.
A versão de 3 portas foi lançada também em 76, nas versões L e LS. Com uma enorme tampa traseira e possibilidade de rebater o banco traseiro, o Passat tinha sua capacidade de carga aumentada para 610 litros (até a borda inferior do vidro traseiro) ou 1010 litros (até o teto).

Duas versões foram lançadas em 78: a LSE (Luxo Super Executivo) e a Surf. A primeira foi durante muitos anos o carro mais luxuoso da VW. O LSE tinha a mesma frente de quatro faróis redondos do TS, além do motor 1.6. O interior recebia um melhor acabamento, detalhes como um apoio de braço central no banco traseiro, o mesmo console do TS e ar-condicionado. A versão Surf, ao contrário da LSE, era uma versão bastante simplificada do Passat. Com pára-choques, espelho lateral, maçanetas e frisos pretos, o Passat Surf lembrava as versões SE que a Chrysler fabricou para o Dart e Dodge 1800. Sendo uma versão mais acessível, com toque esportivo, a versão Surf tinha o mesmo motor 1.5 das versões básicas e alguns acessórios como bancos com encosto alto e pára-brisas verde. Em contrapartida, os cintos de segurança eram de dois pontos e o painel era mais simples. As rodas eram cinza-grafite e os bancos tinham desenhos em vermelho, azul e preto.
 Passat LSE 1978 - Muito conforto e motor do TS
 A primeira reestilização veio em 1979, quando, seguindo a tendência do Audi 80 lançado em 1976 (como se vê nas fotos abaixo), os faróis redondos cederam espaço aos grandes faróis retangulares e as setas passaram dos pára-choques para as extremidades dos faróis. Os pára-choques ganharam ponteiras plásticas, padrão da época. O estofamento também mudou e o volante passou a ter um diâmetro menor. A versão TS agora tinha a faixa preta lateral abaixo dos vidros e, assim como a versão LSE, passou a ter a mesma frente das outras versões. Logo surgiu a versão à álcool, fazendo do Passat a segundo carro movido por este combustível no Brasil.
Em 1980, o Passat conquista pela segunda vez o título de "Carro do Ano" pela revista Auto Esporte.
A segunda reestilização ocorreu em 1983, quando o Passat teve sua frente novamente alterada, passando a utilizar quatro faróis quadrados. As setas retornaram aos pára-choques, sua posição de origem, e olhos de gato na cor âmbar passaram a ocupar as extremidades onde antes ficavam as setas. O motor 1.5 foi aposentado, ficando o 1.6 como única opção disponível. O lendário TS foi substituído pelo GTS (Gran Touring Sport). A versão GLS (Gran Luxo Super) foi lançada e ficou por pouco tempo no mercado.
 As versões foram rebatizadas em 1984, passando a se chamar Special, LS Village, LSE Paddock e GTS Pointer. No meio do ano, o Passat GTS Pointer recebia, enfim, o motor 1.8, se tornando, assim como foi o TS, um dos mais cobiçados esportivos nacionais.
Novas mudanças em 1985: o Passat ganhava pára-choques envolventes e novas lanternas, ficando com uma aparência mais moderna. Por dentro, um novo painel. O câmbio passou a ter 5 marchas. As versões de 3 portas e LSE Paddock foram extintas. Em 1986, os motores 1.6 MD-270 foram substituídos pelo AP-600 e o AP-800 deu lugar ao AP-800S.
 Em junho de 86, um excedente de versões LSE destinadas ao Iraque foi oferecido ao mercado nacional. Apesar de possuir características diferentes do gosto brasileiro, como o estofamento vermelho na maioria das unidades e quatro portas, a aceitação pelo modelo foi muito boa, pois ele contava com itens de conforto como bancos Recaro e ar condicionado de série, por um bom preço. O motor era o antigo MD-270 e o câmbio possuía quatro marchas, medidas para facilitar a reposição de peças no Iraque. Como exigências do deserto, radiador de cobre e quatro ganchos de reboque (um em cada extremo dos pára-choques). O “Passat Iraquiano”, como ficou conhecido, foi vendido no Brasil até o ano de 1987.
Mas infelizmente a VW não dava mais a devida atenção ao Passat, destinando esse privilégio a linha BX e Santana. Aliás, para a VW, o Passat deveria ter saído de linha já em 1985. Isso só não ocorreu em decorrência do contrato de exportação firmado com o Iraque na época. Aos poucos a montadora deixava clara sua posição de abandono ao Passat, o privando, por exemplo, de equipamentos já comuns na época, como vidros elétricos e direção hidráulica. Melhorar o Passat seria roubar consumidores dos outros carros VW, e isso não interessava.
 Finalmente, no dia 02 de dezembro de 1988, a Volkswagen suspendia a produção do Passat no Brasil, deixando saudades na sua imensa legião de fãs. Algumas unidades ainda chegaram a ser produzidas como modelo 89. Nos seus 14 anos de produção, 897.829 unidades foram fabricadas, incluindo as destinadas a exportação. Para o mercado interno, foram destinadas 676.819 unidades.
 As outras gerações 
No Brasil, apenas as duas primeiras gerações do Passat foram produzidas. A segunda geração é o nosso Santana, que nunca levou o nome Passat (cogitou-se essa possibilidade quando da reestilização do modelo em 1991). A primeira geração do Passat, com carroceria conhecida como “tipo 32”, foi produzida na Alemanha até o fim de 1980, quando sofreu grande reestilização e tomou as formas do nosso primeiro Santana. Lá, além da versão 3 volumes e perua que tivemos no Brasil, havia ainda a versão hatchback (chamada Quantum), com desenho mais parecido com a primeira geração.
 A terceira geração, nunca comercializada no Brasil, chegou em 1988, com um visual bastante agradável, sem a grade frontal. O ar entrava no motor por baixo do carro e em volta do símbolo VW. A partir desta geração, apenas a versão 3 volumes (somente 4 portas) e perua estariam disponíveis.
Em 1993 foi lançada a quarta geração, novamente com a grade frontal. A quinta geração apareceu em 1998, com linhas bem mais suaves e maior comprimento. Mais de 3 décadas depois, essa história de sucesso ainda parece longe de terminar...
  Passat 1995
Passat 2002
Passat 2005
Passat 2007
Passat 2009
Passat 2010



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MANUAL PASSAT 77/80/83/85
MANUAL PASSAT 86 ISE


sábado, 10 de dezembro de 2011

Golf 1994 a 2006

Um dos maiores sucessos da VW alemã, o Golf teve a primeira geração lançada em 1974. O GTi, que ficou conhecido como Pocket Rocket (ou foguete de bolso), foi o principal expoente da linha e praticamente criou o segmento dos pequenos carros com motores potentes.

Mas o Golf cresceu ao longo dos anos e hoje é bem maior, mais espaçoso, potente e... caro!

No Brasil ele desembarcou já na terceira geração, em 1994, na versão esportiva GTi, que era importada do México. O motor era um quatro-cilindros de 2 litros e, curiosamente, nas primeiras unidades não havia vidros elétricos nem como opcional.
Logo em seguida, já a partir de 1995, começou a chegar a versão GL 1.8, primeiramente da Alemanha, e o GLX 2.0, que também vinha do México.
 A partir de 1996, porém, o GL passa a ser importado também daquele país.

A quarta geração do Golf começou a ser importada já em 1998, ano em que existem modelos tanto com a carroceria antiga como com a nova, fenômeno que se repete em 1999.
Na hora de comprar um usado, há uma grande diferença de preço entre elas – fique atento! O Golf era comercializado em três versões: 1.6, equipado com o motor SR, de 101 cv; 2.0, com 116 cv e GTi, com um propulsor de 1,8 litro turbo, de 150 cv. Era oferecida apenas a carroceria de quatro portas, já que a de duas portas viria somente em 2001.
A partir do ano 2000 a VW inicia a produção local do Golf, na fábrica de São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba (PR). A linha é compartilhada com a do Audi A3 e boa parte da produção era exportada para a América do Norte. As versões nacionais permaneceram as mesmas.
Em 2001 a versão 1.6 tem o motor SR substituído pelo EA111, que á caracterizado pelo bom torque em baixos regimes de giro, mas não tem coletor variável ou bloco de alumínio. Com a nova motorização veio também o acelerador eletrônico E-gas. A linha 2001 também recebeu os repetidores de pisca laterais com lente branca, que até então tinham lentes na cor âmbar. E é o ano também em que surge o GTi de duas portas.
Para 2002 a VW apresenta o GTi com motor 1.8 de 180 cv e câmbio automático com sistema de engate Tiptronic. É um ano de muitas séries especiais, como a Trip 1.6, Generation 1.6, além da Black and Silver 1.6 e 2.0. A GTi de duas portas chega ao fim após uma curta duração e a linha 2.0 fica mais “pelada”, com a extinção do trio elétrico e ar condicionado da lista de itens de série.
Em 2003 o destaque fica por conta da série especial VR6, numerada de 001 a 099 e que está fadada a ser carro colecionável no futuro. Serão poucos os originais daqui a um tempo, uma vez que é grande o número de unidades que foram roubadas, blindadas (perdendo assim a originalidade) ou ainda sinistradas. São lançadas novas séries especiais, como a Sport 1.6 e 2.0, e a Ouro, com apenas 1099 unidades produzidas.
Em 2004 é apresentado o Golf Sport, com motor 1.8T de 150 cv, da qual foram feitas apenas 450 unidades. O Golf 1.6 e 2.0 recebe o chamado pacote Plus opcional.
Em 2005, devido à grande incidência de roubo desse modelo, a VW oferece temporariamente o rastreador gratuito para os Golf vendidos na grande São Paulo e grande Rio.
Em 2006 é lançada a série especial Flash, mas a Generation – que se tornara modelo normal de série – sai de linha.
Desde que chegou ao mercado o Golf brasileiro logo conquistou a liderança do segmento. Em apenas seis meses de venda a Volks totalizou 11.530 unidades. As vendas foram crescendo e o carro chegou a uma média mensal de mais de 2.700 unidades. Em 2001 foram 32.627 unidades vendidas durante o ano todo. No ano seguinte, em 2002, o volume caiu para 27.974 unidades, mas ainda assim o carro segurava a liderança do segmento.
Foi em 2003 que as vendas despencaram e o carro da Volks perdeu a liderança dos hatchs médios. Naquele ano foram vendidas apenas 12.927 unidades. Vale destacar que o segmento todo perdeu mercado naquele ano e o Golf apenas rumou na mesma direção.
Em 2004 as vendas voltaram a crescer, desta vez atingindo mais de 14 mil unidades, mas no ano passado o volume foi de apenas 8.966 carros, o pior desempenho da história do carro. Em 2006 a previsão é que a Volks mantenha o mesmo volume de vendas do ano passado. A versão flex, à venda desde março, não ajudou o Golf a crescer. No primeiro semestre foram 4.328 unidades, média de 720 unidades por mês.
O Golf desvaloriza em média 10,3% no primeiro ano de uso, mas as versões turbo têm depreciação maior, cerca de 14,8%. O carro é vendido com desconto médio de 6,4%. A versão mais vendida, a 1.6 Total Flex, é a que tem o melhor desconto.

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