segunda-feira, 7 de março de 2011

Courier

A Courier, versão picape da linha Fiesta, foi lançada em 1997 e até hoje reúne um bom número de admiradores. Tanto que seu principal concorrente da época de seu lançamento, a Saveiro, já mudou. Fiorino Pick-Up, Ford Pampa e Picape Corsa já nem existem mais. E a Courier segue brigando com os descendentes desses modelos, de gerações mais modernas, mas sem fazer feito. Entre as qualidades que podem ser destacadas para justificar essa “performance” de mercado, estão a relação custo/benefício, baixo consumo de combustível, custo do seguro e o espaço, tanto interno como da caçamba.
Aliás, que caçamba! Com 1,81 metro de comprimento, 1,44 metro de largura e 46 cm de altura, abriga até mesmo motos e jet-skies de grande porte. A capacidade de carga útil da Courier (não confundir com capacidade máxima de carga, uma vez que dessa carga útil devem ser descontados os pesos dos passageiros, bagagem etc) é de 750 kg. A tampa removível também é uma vantagem, desde que não se deixe o veículo “abandonado” nas ruas, mesmo em lugares movimentados; nesse caso o roubo é inevitável. Para soltá-la basta apenas remover as travas dos cabos e... lá se vai a tampa.
Em relação ao Fiesta, conta com coletor de ar mais alto, a 85 cm do chão. O entreeixos passou para 2,83 metros, contra 2,44 metros do Fiesta. Freios foram recalibrados e na traseira há uma válvula de carga, para equalização do sistema.
A Courier existia na Europa, mas na verdade era a nomenclatura usada para uma versão baú desse modelo, semelhante à Fiorino, que faz parte de um segmento bastante popular por lá. A picape Courier foi desenhada e desenvolvida inicialmente para o mercado brasileiro, sendo apresentada em 1997, nas versões L, CLX e Si. A primeira contava com motor Endura E de 1,3 l e apenas 60 cv. As outras estavam equipadas com o motor Zetec SE 1.4 16V, de 88 cv. Que diferença em relação aos motores 1.4 atuais...
Em 2000 o modelo, juntamente com o restante da linha, passou pela primeira reformulação, que atingiu basicamente a parte dianteira. Novos faróis, pára-lamas, capô e pára-choque basicamente constituem o face-lift. Mas a principal diferença estava sob o capô. No lugar dos motores de 1,3 e 1,4 litro estava um Zetec RoCam de 1,6 litro e 95 cv. Com 14,3 kgfm a 2.500 rpm, conferia bem mais agilidade à picape da Ford. Era disponível nas versões L, XL e RS.
Em 2001 veio a série Sport, que apresentava itens de série como rodas de liga-leve, grade cromada, espelhos com lentes azuis, rack no teto etc. Sem grandes mudanças, a Courier seguiu pelos anos que vieram e somente em 2006 é que passou a contar com a versão Van, que na verdade apresenta um baú em fibra de vidro e não de chapa de aço, como na Courier européia. Para 2007, o modelo recebeu o motor Flex de 1,6 litro e 96 cv quando abastecido a gasolina e 107 cv quando abastecido com álcool.

Comprando uma Courier usada
A Courier apresenta mais defeitos relacionados ao acabamento e carroceria, do que à mecânica propriamente dita. Exemplos estão nos soquetes das lanternas traseiras, que derretem sem grandes explicações em algumas unidades. Ou nas mangueiras do ar-condicionado, que podem apresentar vazamentos. Nessa lista podem entrar ainda o botão do ar quente, que se quebra com relativa facilidade; as forrações de porta, que são frágeis, ou ainda o cilindro da embreagem, que pode vazar. Finalmente, na hora de comprar sua Courier usada, verifique ainda o estado dos coxins de escapamento e do marcador de combustível.

Manuais Disponíveis:
MANUAL COURIER 1997
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